Corporação reconhece indícios de irregularidade na conduta de sargento durante manifestação pelo asfaltamento da MG-129
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) determinou a abertura de Sindicância Administrativa Disciplinar contra um sargento envolvido em confronto verbal com o deputado estadual Leleco Pimentel (PT) durante uma manifestação popular pelo asfaltamento da MG-129, em março deste ano, na região de Catas Altas.
O ato, organizado pelo Movimento Popular Fonseca-Catas Altas, reunia moradores e lideranças que cobravam melhorias na rodovia. Segundo despacho de 12 de agosto, o policial teria apontado para o deputado e dito: “não votem nesse cidadão”. O militar foi retirado do local por outro policial.
O episódio foi registrado em vídeo e encaminhado à Assembleia Legislativa, que solicitou providências à PMMG. Após investigação preliminar, o comando do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária concluiu pela existência de indícios de irregularidade e determinou a abertura da sindicância. O caso também foi encaminhado à Subcorregedoria da corporação.
Para Leleco, a abertura da sindicância reforça que não se trata de uma simples divergência durante uma manifestação. O deputado questiona a própria conduta do militar: se ele, como parlamentar, não poderia pedir voto naquele momento, também não cabe a um policial, em serviço e usando a autoridade da corporação, fazer campanha pelo “não-voto”.
“Eu não estava ali para pedir voto. Estava ali para defender uma reivindicação da população. Se a legislação eleitoral impõe limites à atuação de um parlamentar, esses limites também precisam valer para quem, fardado e em serviço, usa sua autoridade para dizer à população em quem não votar. Isso não é opinião pessoal: é uma interferência política indevida de um agente do Estado.”
Para o deputado, além do desrespeito às prerrogativas parlamentares, a conduta deve ser apurada também à luz das regras que impedem o uso da função pública para interferência político-eleitoral. “A farda não pode virar palanque eleitoral”, afirma.
Juntos para Servir
Padre João e Leleco Pimentel atuam de forma conjunta na defesa dos direitos sociais, da participação popular e de um projeto político comprometido com Minas Gerais.
Nota de transparência
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