INCRA admite: sem movimentos não há reforma agrária

“Sem os movimentos, não haveria reforma agrária”, afirma presidente do INCRA; Leleco cobra ação concreta

A audiência pública na Câmara dos Deputados que marcou os 30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás foi marcada por uma declaração contundente do presidente do INCRA, que reforçou o papel histórico dos movimentos sociais na luta pela terra no Brasil.


 

 

César Aldrighi, presidente do INCRA

Destaque“Eu me pergunto o que seria da reforma agrária no Brasil se não tivesse o MST, se não tivesse os movimentos sociais…”

A fala ocorre após o reconhecimento oficial da omissão do Estado brasileiro e o pedido de desculpas às vítimas do massacre, ampliando a pressão por medidas concretas na política agrária.


Cobrança por ação e fim da criminalização

Para o deputado estadual Leleco Pimentel (PT-MG), que participou da audiência, o momento exige mais do que reconhecimento simbólico:

A criminalização dos movimentos sociais deve ser rechaçada com veemência.”

“A verdadeira paz no campo só será alcançada mediante a democratização e o acesso à terra.”

“Não dá para falar em tecnologia enquanto ainda há dificuldade de regularizar quem está na terra.”


Um dos autores do requerimento da audiência, o deputado federal Padre João (PT-MG) reforçou o objetivo do debate:

“Estamos aqui para discutir os avanços e desafios da reforma agrária e a situação dos trabalhadores sem terra.”


A audiência evidenciou que o reconhecimento do INCRA representa um marco importante, mas também amplia a cobrança por resultados concretos para as famílias assentadas e acampadas em todo o país.


Assista ao depoimento de Leleco – Plenário da ALMG



Acesse a íntegra e os principais trechos AQUI




 

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